Registrar o início de vida de um blog é fácil. Difícil é fazê-lo sobreviver e ser útil. O motivo que se pretende fazer deste blog vivo por muito tempo e longos anos, é acreditar que a divulgação dos direitos humanos precisa se dar em todos os âmbitos sociais, econômicos, tecnológicos, profissionais e midiáticos.
Tudo começou em um curso de capacitação que resolvi fazer quando acessei informações na página da UFMS. Lá estava a proposta pela qual me interessei. Porém, faltei o primeiro módulo do curso porque achei que tivesse perdido o interesse, mas quando abri meu email lá estava a nova proposta para quem tivesse perdido o primeiro módulo. Achei bom o sinal e fui arriscar o meu sagrado descanso da labuta semanal, diária, educativa, que se transformou a sala de aula em minha vida de agora ex-jornalista. Antigamente os professores nos davam as costas e passavam a matéria no quadro sem o menor problema, hoje isto é quase um crime. Tudo mudou, de verdade. Hoje é direito do professor olhar os alunos nos olhos, e, a recíproca é verdadeira. Que bom viver num mundo assim. Às vezes acho que estou sonhando, tão diferente da educação primeira que recebi no colégio das freiras.
O bom da mudança é poder participar dela. Isto me encanta e me fascina.
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Durante as aulas, ou melhor, durante os encontros do primeiro módulo, aconteceu quase que imediatamente, um súbito interesse incessante e atordoante pelo assunto em pauta. Nos primeiros filmetes que a professora passou pensei que eu não fôsse aguentar até o fim: dos meus olhos rolavam lágrimas que eu simplesmente não conseguia dominar. Pensei, deixa rolar. Estou no meu direito de deixar minhas lágrimas caírem, brotarem por conta destes temas que permeiam a sociedade (miséria)humana e que tocam no fundo do coração da gente. A injustiça era a temática de fundo, e, na superfície do texto fílmico, a história de uma gente pobre, sofrida, inocente.
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E o que parte o coração da gente é ver gente inocente, vítima. Vítimas de maus tratos, de abusos, de humilhações, etc, etc, etc ... fica difícil não ficar amarga, não derramar uma lágrima ... mas, a cabeça se levanta quando o assunto Direitos Humanos vem à tona, e traz na grandiosidade do tema a conquista de toda a audiência do, agora, segundo módulo. Esta pequena narrativa serve apenas para ilustrar o quanto o assunto Direitos Humanos desperta em nós os melhores e maiores sentimentos possíves que só a dimensão humana nos oferece.
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Pensando nesta amplidão, tive, então, a idéia de fazer este blog para divulgar os endereços e coisas lindas que estou (re)aprendendo neste curso de capacitação em educação dos direitos humanos.
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Volto já!