O mais incrível neste planeta são as contradições: pessoas ficando cegas, surdas e mudas quando poderiam ver, ouvir e falar. Enquanto isso pessoas realmente cegas, surdas e mudas traçam um novo e delicado mundo para se viver. Sinais, linguagens, texturas e símbolos indicam os novos tempos e os novos direitos e deveres a serem re-examinados.
Coincidências, incidências.
Certa vez comentei com uma professora que os jovens e crianças que faziam o papel de flanelinhas nos sinais de trânsito pareciam querer limpar os “nossos” parabrisas. Propus então que re-examinássemos a mensagem que as crianças poderiam estar deixando nos sinais de trânsito.
Cegos? Quem ? Nós? As crianças?
Há nisto uma estranha sensação de o mundo estar fora dos eixos.
A selvageria do capitalismo dos lucros desenfreados faz isto? Creio que não, quem faz isto são as pessoas sem alma. Os replicantes? Nem estes fariam tanto estrago.
Querer lucros é saudável. Estrago faz quem não percebe o outro e fere, e mata, e destroi porque só enxerga o lucro, o pretenso lucro que surge a custo da cegueira, da surdez e da mudez. Mas como sempre digo o mundo gira e esta é a parte boa deste planeta: ele gira mesmo.
Gira e traz um mundo novo.
É deste mundo novo que quero falar aqui. Eu vejo um mundo novo e quero compartilhar aqui com vocês.
Mas agora vou atender umas umas visitas.
Fui.
Até já!
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